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Alta no preço do arroz gera risco de restrição de compra por cliente

Dificuldades de negociação com fornecedores são admitidas, já refletiram na alta dos preços e podem causar mais problemas

Postado em 10/09/2020 às 07:45

Dificuldades de negociação com fornecedores são admitidas, já refletiram na alta dos preços e podem causar mais problemas

Restrição. Se não bastasse praticar essa condição de limite por segurança sanitária em virtude da pandemia do novo coronavírus, possivelmente, nos próximos dias, também poderá ser uma imposição com a ida aos supermercados. 

A compra de arroz e do óleo de soja poderá ficar limitadas, segundo os principais veículos de comunicação do país já alertaram na quarta-feira, 9. Supermercados da região de Campinas já começaram a adotar essa prática restritiva.

O motivo é a possibilidade de desabastecimento desses itens nas prateleiras, preocupação demonstrada pela ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), que representa 27 associações estaduais. Segundo a Associação, há uma somatória de fatores, entre eles “o crescimento da demanda interna impulsionada pelo auxílio emergencial do Governo Federal”.

Na nossa região, os supermercados não falam em desabastecimento. Garantem estoque dos produtos, mas admitem dificuldades em adquirir alguns itens para comercialização.

“Há uma queda de braço com os fornecedores, mas por hora não haverá limitação nas gôndolas”, disse o diretor administrativo da rede Ponto Novo Supermercados de Mogi Guaçu, Adriano Roberto Lima.

Nas últimas semanas, os consumidores já têm tomado sustos ao irem às compras, pois houve aumento considerável dos valores não só do arroz e óleo de soja, mas também do feijão e do leite. O setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores.

O preço do arroz é que o mais tem chamado a atenção, variando entre R$ 19,99 e R$ 24,99 um pacote de cinco quilos.

Lima contou que “em relação ao arroz, os produtores brasileiros, favorecidos pelo dólar alto, preferiram vender no mercado internacional. Países como China, estão estocando alimentos. Os preços por aqui subiram porque os estoques estão muito baixos”.

Já o litro do óleo de soja está entre R$ 5,99 e R$ 10,99; o pacote de um quilo de feijão é encontrado entre R$ 6,99 e R$ 13,99; enquanto que o leite integral não sai por menos de R$ 3,50, o litro.

“Isso se deve ao aumento das exportações destes produtos e a diminuição das importações desses itens, motivadas pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real. Somando-se a isso a política fiscal de incentivo às exportações”, explicou a ABRAS, em nota.

No início da noite desta quarta-feira, o Governo Federal anunciou alíquota zero do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado, até 31 de dezembro.

O diretor da rede guaçuana apostava em uma ação rápida do governo para atenuar o problema. Enquanto isso, aposta na relação com o consumidor para não perder vendas. “O Ponto Novo tem se esforçado, reduzindo margens e negociando descontos seja pelo aplicativo ou no programa se relacionamento Clube de Vantagens”, finalizou.


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